Luzia da língua de navalha
Suas palavras vieram tão afiadas quanto navalhas no meu miocárdio.
Dói lembrar disso, tenho vontade de te machucar também.
E então você sentiria o peso das palavras que tão dolorosamente...
Despejou sobre mim.
Mas me segurei para não te machucar, me segurei pois...
Sabia que não era o certo, ou talvez tenha sido Deus a me segurar.
Queria que você pudesse ver as coisas do meu ponto de vista,
Me pergunto como a tratarei agora,
Suas palavras me feriram e apesar de querer sentir essa dor em silêncio...
Não sou do tipo que esconde.
Sou do tipo livro aberto,
Gostaria de sentar e te contar como me sinto,
Parece bobo, ou apenas dramático sabe?
Mas sou do tipo que se importa.
Minhas lágrimas rolaram como bolas de gude por minha face,
Transparentes, lisas e rápidas.
Essas lágrimas foram de frustração.
Por saber que te irritei, por saber que pensa tão mau de mim.
Por saber que nossos anos de amizade na verdade foram anos de coleguismo.
Você não me conhece e nem eu a você.
Me pergunto se algum dia você saberá que me atingiu,
Será que se arrepende? Ou apenas se vê como a certa?
Não digo que estou certa, mas digo que sou madura o suficiente para saber debater.
Infelizmente, não sou madura o suficiente para ouvir palavras duras sem me machucar.
Espero que possamos superar isso, pois te acho uma pessoa incrível.
Mas te sinto insegura, isso me entristece.
Vejo em seus sorrisos, notas de tristezas e alguns acordes de solidão.
Vejo em seus olhos a procura por amor e companheiros.
Espero que encontre o que procure primeiro em si mesma.
Você é muito amada, não procure esse amor que espera nos outros,
Quando ele vive dentro de você.
PROFUNDO EIN.
ResponderExcluirPESADO, POREM POÉTICO!